Chico Buarque contou que quando foi preso pelos militares em 1968 um comandante quis saber o que ele fazia na Passeata dos Cem Mil ao lado “daquele preto sujo...” O preto sujo era Gilberto Gil, que atraía o ódio dos militares muito mais pela cor do que pela militância política.
Gilberto Gil mostrou ao militar racista que o “preto sujo” podia fazer música e poesia acima de cores e rancores. Ao invés de camisetas, compôs obras belíssimas. Numa delas, a frase definitiva: “a raça humana é uma semana do trabalho de Deus...”.
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