4 de mai. de 2009

Como será o amanhã?

No meu tempo de escola (e olha que não faz tanto tempo assim) passavamos a maior parte na sala de aula. Tinha materias e mais materias e dever de casa era recheado. Recreio era curto, cerca de 30 minutos, mas era o suficiente pra lanchar, bater um papinho sobre os planos da vida adulta e brincar. Depois disso mais aula. Engraçado é que eu não via nos rostos dos meus coleguinhas uma expressão de tristeza ou desanimo, ao contrário, a gelera era bem animada. E toda Segunda-feira de manhã, antes de entrar na sala, os alunos se reuniam no pátio da escola e tinhamos que cantar, com toda a força de nossos pulmões, o Hino Nacional... É, nunca pensei que fosse dizer isso mas, bons tempos aquele. Hoje, quando vejo meus primos, sobrinhos e até vizinhos indo pra escola, vejo uma cena triste. Sério. Parece que eles estão indo pra forca ao invés da sala de ensino! O cuidado com o uniforme é péssimo! Os livros são jogados de qualquer jeito debaixo dos braços, as meninas com umas calças que makes que parecem produzidas para um baile Funk e não para um dia de escola! E as aulas, fracas, fracas, fracas... tem criança que está na 5ª série e mal sabe escrever o próprio nome! Até os Professores estão desmotivados, vêem a situação, os alunos, o ambiente de trabalho e perde o tesão em ensinar. E os pais, conheço muitos que sabem da situação dos filhos dentro da sala de aula e só se preocupam com uma coisa: "eles vão receber merenda e vão passar de ano assim mesmo"?... Que isso... Sério gente, o ensino do nosso país é uma vergonha. Aparentemente o governo quer mudar esse quadro. Pelo menos no quesito ensino. Ouvi hoje de manhã que o Ministério da Educação pretende acabar com a atual divisão por disciplinas no ensino médio. A proposta é distribuir o conteúdo das 12 matérias em apenas quatro grupos temáticos: línguas, matemática, humanas e exatas/biológicas. Seria uma forma de combater a "fragmentação" do currículo. O MEC quer também que a carga horária mínima vá de 2.400 para 3.000 horas nos três anos. O projeto precisa ser aprovado pelo Conselho Nacional de Educação, que deve analisá-lo nesta semana, e também tem de ser aceito pelos governos estaduais para entrar em vigor. Mozart Neves, membro do conselho, acha a mudança "positiva", mas difícil. "Precisa reorganizar os espaços da escola e mudar a cabeça do professor." Se essa mudança vai mesmo funcionar, sinceramente, eu não sei. Espero que sim, torço por isso, mas a verdade é que eu tenho medo do ensino dado a essa nova geração. Estamos vendo crescer, num nível desfreado, novas pessoas burras no nosso país. Que pena... ps: É, hoje fiz um Post bem maduro, cabeça... ou seu mesma, gente! Eu também tenho meus momentos pés-no-chão. Ha ha. =)

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